Mundo, mundo, vasto mundo II... ou, estamos de volta!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Desta vez fomos bem longe, far far away, e não é no sentido figurado, não. Desta vez fomos à Kiev, capital da Ucrânia. Para quem não sabe, os ucranianos falam a língua ucraniana, utilizam o alfabeto cirílico, as mulheres são lindas, os homens maravilhosos, a cidade é enorme, inclusive com congestionamentos, um sistema de transporte público meio ultrapassado (ônibus e trens velhos) com linhas curtas, mas suficientes. 
O Leste Europeu é fascinante, quase que "outro planeta". Kiev ainda possui marcas do comunismo na maior parte de suas ruas, no formato das casas contruídas no período de incorporação à URSS. Os edifícios na maior parte do centro da cidade são iguais devido à ideia inicial de igualdade defendida pelo comunismo. Porém, é óbvio, isto não funcionou, e alguns tomaram posse dos bens retirados de outras pessoas, que teoricamente teriam sido desapropriados para serem divididos pelo governo. Os ucranianos não estão satisfeitos com o seu país. A maioria dos jovens que estudar e trabalhar no exterior, para ter uma vida fora da Ucrânia, pois lá não veem futuro. O governo é corrupto e a moeda é bem desvalorizada (1euro = 10 hyvnia). Os ônibus não têm catraca, mas ai de quem tentar andar de graça (os próprios passageiros expulsam).


Não sei como os mochileiros fazem para viajar para a Ucrânia ou para a Rússia, mas eu sugiro que a pessoa tenha noções de russo, pois é bem complicado se locomover por lá sem conseguir ler as placas com os nomes das ruas ou das estações de metrô (eu tive uma guia ucraniana). Os quarteirões são muito parecidos e não sei se inglês é o suficiente para se virar por lá.

O verão é muito bom, e neste ano chegou à 36ºC.

Os ucranianos tentem preservar seu idioma, já que o russo predomina nos países nos arredores. A Ucrânia é um país rico em história, belas paisagens e natureza. Recomendo, muito ;).



Mundo, mundo, vasto mundo...

domingo, 24 de julho de 2011

Férias!
Isso significa cair no mundo e encontrar pessoas, coisas, lugares, paisagens, fotos bonitas!

Também significa ver gente querida que está longe, e encontrar gente querida que a gente não conhece pessoalmente, como a Cris, do Cafofo!

Também significa que a gente vai ficar um tempinho longe, mas que vai voltar logo, cheios de novas histórias!

Então, que este mês de agosto seja maravilhoso para todos, e a gente volta no finalzinho dele ;)
Beijos a todos!

Arte: Iris Luckhaus

Planos!

terça-feira, 19 de julho de 2011



Você acha que escreve o seu próprio destino?
Em "Os Agentes do Destino", Matt Damon descobre que existem planos para cada um de nós, e mais, que existem "forças superiores" nos vigiando o tempo todo, para que o plano siga até o fim! Será que existem outros caminhos? Outras possibilidades?
Apesar de ter lido algumas críticas que o consideraram ruim, eu gostei do filme! Fica a dica ;)

Percepções

domingo, 10 de julho de 2011

Foto: Wolfgang Filser
 
“O pior, no estrangeiro, é que não posso adivinhar o que as pessoas são ou sentem ou pensam ou fazem. Tenho que ficar com a figura física de cada um”. 

(Clarice Lispector - carta escrita em Torquay, Inglaterra. )

Essa frase está no livro Minhas Queridas, da Clarice Lispector, uma compilação de cartas entre Clarice e as irmãs durante o tempo em que a escritora morou no exterior.

As palavras de Clarice nesta frase chamam a atenção pela ideia de percepção do outro que a autora demonstra. Clarice dá-nos a entender que a nacionalidade é um fator importante para o verdadeiro conhecimento das pessoas, conhecimento este no sentido de estar inserido na mesma cultura e ambiente e, portanto, inseridos num mesmo contexto de pensamento, julgamento, modos, sentimentos, etc.

Seria isto, então, possível?

Aqui conversamos sobre este assunto sem qualquer base para análises psicológicas, ou até mesmo psicanalíticas sobre o tema (principalmente pela falta de conhecimento científico), embora haja seguidores do blog formados em psicologia, e que talvez compreendam melhor o assunto.

As diferenças existentes entre as culturas vão muito além do idioma que falam, ou das expressões e seus correspondentes. Aqui falamos sobre o modo de pensar diante de um fato que ocorra no dia a dia, no meio da rua, ao descermos do ônibus na avenida movimentada; falamos sobre o julgamento que se faz sobre aquele que dorme na calçada porque não tem um teto, um lar; ou sobre os motivos que levaram a moça da esquina a se prostituir no meio da noite. Talvez alguns pensamentos ou sentimentos sejam universais, como a repugnância a determinados tipos de crimes, ao abandono de um bebê na lixeira de um lugar qualquer (como temos visto muito, ultimamente), porém, é muito válido pensar sobre como a realidade de cada país influencia sobre a formação do seu cidadão, do seu indivíduo.

O drama de Clarice, que viveu tanto tempo no exterior em constante mudança de países devido ao trabalho diplomático do marido, era olhar para este outro e não captar estas premissas que captaria em nós, brasileiros como ela, com os mesmos pressupostos e mesma cultura, e ter de se limitar à "figura física de cada um", à aparência externa, à fisionomia capaz de disfarçar ou simular os sentimentos. Para uma pessoa extremamente sensível e observadora, ou, até mais, uma profunda entendedora da mente humana e suas angústias, alegrias, filosofias e dúvidas, como era Clarice, a dificuldade de compreensão ou de "sentimento" (como algo intuitivo) do estrangeiro era considerado um desafio que a inquietava. E neste ponto tratamos de pessoas com uma capacidade de percepção intensa, sendo este talvez um dos motivos da intensidade dos enredos e das personagens criadas por Clarice, às vezes tão complexas e, ao mesmo tempo, tão identificáveis por nós, parecendo mesmo reflexos.

A questão final é, portanto, até onde você é capaz de "adivinhar o que as pessoas são, sentem ou pensam", ou você se contenta com a figura física dos que atravessam o seu caminho??? Acho que este último não é o meu caso!



PS: trabalho contínuo, cansaço, preparativos para as férias... tudo isto me mantêm longe do blog. Mas volto, sempre! Inté!!!



Frio

quinta-feira, 30 de junho de 2011


Está muito frio lá fora.
Aqui dentro, mesmo com todo esse aparato de aquecimento, continua frio.
Tentei mudar os móveis de lugar; cortinas para cobrir as janelas brancas de neblina, e continua frio.
Também tentei aceitar o inverno que batia à minha porta, deixando-me levar. E continua frio.

Acho que não há saída senão aguardar o verão, mesmo que este esteja fundamentado em expectativas e idealizações. E que ele traga o sol, e que traga o mar, e que traga calor...

"A gente é feito pra dizer que sim..."

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"A gente é feito pra acabar...
A gente é feito pra dizer
que sim
A gente é feito pra caber
no mar
E isso nunca vai ter fim..."

Música linda, cheia de verdades...

Declaração geométrica

terça-feira, 21 de junho de 2011

Se eu pudesse, reuniria todos os meus dons e habilidades e os transformaria na capacidade necessária para desenhar todos os traços e linhas que compõem o seu rosto e as curvas que constituem o teu corpo, nesta harmonia perfeita de formas que adequam-se perfeitamente aos padrões geométricos estabelecidos pelas medidas milimetricamente colhidas pelos meus olhos! 

Ilustrações chocantes

Das tentativas...

sábado, 11 de junho de 2011

de se acertar o rumo, quando o caminho inicial tomado não era o certo;
de fazer com que o caminho errado SEJA o caminho certo;
de continuar no caminho errado, esperando que, mais adiante, encontre o correto;
de mudar os caminhos, mudando o rumo;
de mudar o rumo, mudando o destino;
de mudar o destino, e perceber que a tentativa será falha;
de tentar entender o outro, quando nem a si mesmo consegue entender;
de ignorar, quando há tempos você já entendeu o que acontecia;
de ver o outro com os mesmos olhos de antes;
de não ver o outro com os mesmos olhos de antes;
de ver o outro;
de sentir o outro, como nunca antes havia sentido;
de quando alguém lhe pergunta: "(...) E você?", e você, tranquilamente responde: "Eu? Eu não, somente algumas tentativas..."

E o que é a vida, senão uma sequência de tentativas, algumas felizes, outras frustradas, mas infinitas tentativas?

Ah, a propósito, Feliz dia dos Namorados! :)


Foto: Daniel Zakharov

Sobre desertos

segunda-feira, 6 de junho de 2011


"Atravessei parte do Saara. É uma coisa de meter medo. Nunca vi tanta solidão. A areia não é branca, é creme. É maior que um mar."

(Minhas Queridas, Clarice Lispector)

Foto: Walter Luttenberger
 
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