Tirinha!
domingo, 28 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Sou uma pessoa muito excêntrica cujo passatempo consiste em adivinhar as cores dos olhos. Deparei-me, então, com o maior de todos os enigmas das cores: o verde acinzentado! (ou será cinza esverdeado???)!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Ilustração: Celine Meisser
Como quando o melhor momento do seu feriado é montar a árvore de natal com a sua mãe, e ambas rirem juntas porque ela comprou uma decoração em forma de borboleta pink:
- Que que borboleta tem a ver com natal, mãe?
- Ah, Pri, é uma borboleta de natal!!!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A Balada Literária acontece em São Paulo de 18 a 21 de novembro, com entrada franca. Os eventos são uma série de entrevistas com escritores, dramaturgos, nacionais e internacionais.
A homenageada deste ano é a escritora Lygia Fagundes Telles, que estará na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena), dia 18, às 11h para entrevista e palestra.
Programação: http://baladaliteraria.zip.net/
terça-feira, 9 de novembro de 2010

Hoje, pela manhã, li naquela televisãozinha do metrô este microconto:
"O que acontece com aqueles corações que deixamos para trás vazios ao longo dos anos?"
Não consegui ver o nome do autor, e talvez algumas palavras sejam um pouco diferentes, mas eu posso responder ao escritor: eles são como casas... quando saímos e os deixamos vazios, cedo ou tarde aparece um novo inquilino, mora um tempo, o dono analisa o morador... se ele gostar, ele vende, e o novo dono fica lá o resto de sua vida. Sempre se espera que fiquem, assim como os donos das casas por onde passamos gostariam que ficássemos... mas nem sempre aquele é o nosso lugar...
Foto: Mandie D.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Uma noite difícil...
Uma notícia relativamente ruim pela manhã...
Um bilhete adorável, para encerrar a tardinha...
Cest' la vie... ces't la vie...
domingo, 31 de outubro de 2010
Eu não consigo fazer um retrato milimetricamente traçado das pessoas que prendem a minha atenção pelas ruas, mas consigo pintar um quadro exato dos pensamentos destes que passam por mim, como um relâmpago, sem deixar qualquer rastro. Eu não consigo decorar as linhas que desenham o entorno dos olhos que me encontram e fixam-se por um segundo nos meus, mas eu reconheço cada pigmento que os colorem. E assim, sigo pelo meu caminho, repleta de tudo, fragmentos de todos, e não somente do que há envolto na casca, mas sim do que há dentro, a seiva, aquilo que você exala e expele quando lhe perguntam, cara a cara, "quem é você?"
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
"Não suportamos viver sem algum tipo de conteúdo que possamos ver como constituidor de significado. A falta de sentido é entediante.(...)Para ser capaz de se entediar, o sujeito deve ser capaz de se perceber como um indivíduo apto a se inserir em vários contextos de significado, e esse sujeito reclama significado do mundo e de si mesmo. Sem tal demanda não haveria tédio".
Sem ideias, sem novidades, sem coragem... É, tudo tende ao tédio!
Ah, não sei se a referência está certa, encontrei no orkut, que não é exatamente uma referência! :)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Quem disse que meninas bonitas não têm consciência política?
A mulher com cara de menina sentada no banco vermelho do trem, que parte tranquilo, atravessando de fora a fora a periferia da cidade, discursa para mim sobre toda a miséria que se esconde por detrás das cortinas do governo.
Ela juntara as teorias da Universidade à experiência de uma vida nos bastidores, como tantas outras meninas bonitas espalhadas por ai. A diferença é que esta decidira não deixar que lhe impusessem limites, e ultrapassara a todos. Ela não quer mudar o mundo. Ela não queria me mudar. Ela queria apenas que as pessoas vissem. E é tão difícil ver.
Olhamo-nos, então, como duas mulheres que se veem, e sentimo-nos aliviadas.
O rosto da menina desanuviara-se enquanto eu me preparava para descer na próxima estação.
Quem disse que meninas bonitas não veem além do que se pode tocar?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Peguei a caneta esta manhã para escrever uma resenha sobre a peça que assisti ontem, no Teatro Renaissance, em São Paulo, "Simplesmente eu, Clarice Lispector", mas creio que não haja nada de novo que eu possa acrescentar às milhares de resenhas já escritas, e que exaltam a qualidade maravilhosa do ESPETÁCULO (e escrevo em caixa alta para salientar que a peça ultrapassa todos os significados da palavra), que consegue surpreender e admirar os fãs apaixonados por esta grande escritora, e ainda fascinar os que não possuem tanto contato com a sua obra.
O roteiro de Beth Goulart é cuidadosamente costurado a trechos da obra de Clarice, e a interpretação espetacular (é a única palavra capaz de descrever) desta atriz traz à vida, em voz, gestos e visual, uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira: Clarice Lispector.
Nem preciso dizer o quando vale à pena assisti-la, pois isso já dizem as noites de casa lotada do Teatro Renaissance!
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