A mulher sentada na grama do parque sob o sol da tarde é livre. As pessoas chamam-na louca. Eu a chamo simplesmente mulher. Os julgamentos são vários, os tipos também. Julga-se sem especialidade e sem compaixão. Um julgamento sem argumentos e sem arguição. "Somos todos um pouco loucos", dizem os mais "descolados", mas a verdade é que até a insanidade tem o seu nível de aceitação pela sociedade. Há loucos e loucos. Há os livres, considerados loucos. E há os loucos, considerados livres. Eu? Eu não sou louca, muito menos livre. Apenas reservo-me o direito de permanecer calada neste grande tribunal.
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Um comentário:
Adorei. Muito bem pensado e escrito! Parabéns! :)
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