O canal Dance Escondida, do Youtube, fez uma entrevista com a equipe do projeto Revista Escrita Pulsante. Clica ae! :D
Manhê, tô no youtube! :D
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
“O amor nunca falha, e a vida não falhará enquanto houver amor”
(Henry Drummond)
Certa vez, numa estação de trem de uma grande cidade turística em
algum lugar do mundo, ouvi um homem esbravejar contra um grupo de turistas
norte-americanos proferindo palavras de ódio contra uma nação e contra todo um
sistema. Seu ódio era escancarado sobre os trilhos da estação, lançado à
queima-roupa sobre a cara das pessoas que mal compreendiam a origem de sua
fúria. Um ser humano acuado, machucado e marcado por uma ideologia extremista
que culpa e condena o outro por seu “suposto” sofrimento.
Também vejo, quase todos os dias,
na internet e na TV, discursos de ódio proferidos contra homossexuais, contando
com ameaças e xingamentos de todos os níveis. Afrontas e ameaças a toda forma
de amor, cumplicidade e compreensão do ser humano. Quisera eu compreender o
ódio crescente nos corações amargurados dos proclamadores do ódio. E,
infelizmente, a legião dos odiadores
apenas cresce.
Odeiam, inclusive, o cabelo Black
das crianças, subjugando-as à ditadura dos cabelos lisos à chapinha, padrões insignificantes e destruidores de toda uma
identidade. Juntamente com o cabelo, poda-se o ideal, a originalidade e a raiz,
que enfraquece, enfraquece, e sucumbe até a total extinção.
Ódio sem fundamento, alimentado
por opiniões diversas e adversas sobre qualquer coisa, mínima que seja. Ódio
propagado e transformado em violência, física e verbal, e que toma espaço
atropelando o bom senso, a dignidade e a vida do próximo.
E assim, aos poucos, a atmosfera
pesada vai tomando lugar na paisagem cotidiana da humanidade, que caminha a
passos largos para o precipício da intolerância e incompreensão, com
tecnologias de ponta e mentalidade de grão de feijão. Uma vez, aquele
carequinha sábio* que faz discursos bonitos disse: “Um covarde é incapaz de
demonstrar amor. Isso é privilégio dos corajosos”. Mal sabe ele que nossas
crianças estão crescendo em meio à covardia, à incompreensão e ao ódio. Ou
talvez ele saiba, mas acredite tão piamente no ser humano, que seu amor, um
dia, contaminará os corações dos que passarem por seu caminho.
Talvez ele acredite na flor feia
de Drummond, que fura o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio**. Eu tenho as minhas
dúvidas, mas vejo, ainda, a flor tímida germinando nas falhas deste asfalto
quente pelo qual caminhamos dia após dia. Diariamente mantenho os olhos fixos,
cuidando para que não a maltratem, afinal, se ela furar o ódio, estaremos
salvos!
*Mahatima Ghandi
**
Poema A flor e a náusea, de Carlos Drummond de AndradeTexto publicado na Revista Escrita Pulsante
sexta-feira, 31 de julho de 2015
A arte expressando a nossa realidade à queima-roupa! As imagens foram retiradas do Facebook, sem autor conhecido!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O corpo estirado no meio-fio me mostra que ainda não sei lidar com a morte. Mesmo consciente de que é o destino final de todo ser vivo, o sangue que escorre pela calçada me choca, e vejo-me no reflexo da janela do ônibus com os olhos lacrimejantes e expressão triste. A "indesejada das gentes", como a chamava Bandeira, não se importa com os anos de experiência, com a vida vivida ou com os filhos que você deixou. Ela cumpre seu papel, estando pronto ou não para a partida. O corpinho estirado no meio-fio não tinha preocupações, não deixou um emprego, nem mesmo filhos. Ainda com a cabeça recostada no vidro da janela, penso, talvez tivera uma vida feliz.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (Guimarães Rosa)
Coragem para levantar todos os dias e trabalhar;
Coragem para lidar com as pessoas;
Coragem para lidar com os relacionamentos;
Coragem para enfrentar os desafios e armadilhas do destino.
Coragem, gente, que julho começa!! :)
PS: Voltamos!!!
Coragem para levantar todos os dias e trabalhar;
Coragem para lidar com as pessoas;
Coragem para lidar com os relacionamentos;
Coragem para enfrentar os desafios e armadilhas do destino.
Coragem, gente, que julho começa!! :)
PS: Voltamos!!!
terça-feira, 30 de junho de 2015
Talvez o mundo tenha se transformado em um grande consultório psiquiátrico, e eu não tenha percebido. Textos de autoajuda proliferam em minha timeline, nos blogues e até nos artigos de jornais.
Preciso de um conselho para aliviar esta dor de coração partido. Preciso aprender a viver. Se eu deixar de dar valor às coisas materiais, vou começar a ser feliz. Viaje. Como é que faz para ser feliz? Passaram-me a receita, como se fosse a de um bolo de forno. Mas você seguiu a receita direitinho? Sim, sim! E não está feliz? Como faz? E esta busca incessante do ser humano por felicidade aumenta a cada dia, hoje ainda mais. Não há regras. Não há muita complicação. Siga o conselho do Buda, aqui, e seja feliz!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Imagem: google imagens
Abriu-se abril
com ares amenos
em cenário hostil
e eu nem percebi que em meu calendário
as páginas saltavam
e o mês quatro
já batia à minha porta
dizendo baixinho,
com voz suave
"vai, menina, não espere que eu também me acabe..."
(Priscila Silva)
quinta-feira, 19 de março de 2015
Texto meu publicado na Revista Escrita Pulsante!
Às 14h de uma tarde ensolarada, na
agência sem ar-condicionado do Banco X, a funcionária responde à
senhorinha grisalha que deseja atendimento que seu problema não será
resolvido porque o banco “tá sem sistema”. Já no Banco Y, o sistema
cobra mensalmente de minha conta uma taxa sobre um serviço que não
utilizo e, ao questionar a gerente sobre a cobrança indevida, e se não
há meio de interromper tais cobranças mensais, ouço um “não consigo, é o
sistema que cobra automático”.
Estas situações me fizeram refletir sobre
esse tal sistema, que no Banco X simplesmente desaparece, e deixa
centenas de clientes sem atendimento, e o sistema que, no Banco Y,
assume vida própria e faz as cobranças que quer, na hora que quer.
O título deste texto até sugere um
discurso anti-capitalista, anti-bancos, anti-FMI e anti-tudo, mas, na
verdade, caros leitores, há em si uma triste premonição sobre uma
geração de escravos dos sistemas criados por nossos próprios
especialistas.
Sistemas que abrem e fecham portas, que
fazem contas, que dirigem carros e que fazem medições. Já prevejo um
futuro amedrontador: sistemas que realizam cirurgias, que arrancam
dentes e gerem o destino das pessoas. Amanhã, o próprio sistema
levantará de sua mesa e virá ao meu encontro, na recepção, e me dirá
“não podemos atendê-la hoje, senhora, volte amanhã”, e sairei impotente,
como o fez hoje a senhorinha grisalha que encontrei pela tarde, e me
recolherei à minha insignificância de ser humano. De volta à minha casa,
o sistema que abre a porta não me deixará entrar antes do horário
programado, e o sistema que passeia com meu cachorro deixará que ele
escape, e eu o perca para sempre. Que triste esse futuro sistematizado.
Mais tarde, verifico o extrato de minha
conta e o valor cobrado pelo sistema com vida própria foi devolvido.
Pelo menos por mais esta noite posso dormir tranquila: a gerente venceu o
sistema. Por enquanto.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Eu queria lhes dizer
algo diferente neste dia, mas não consigo. Bombardeada por uma infinidade de
informações úteis misturadas às inúteis, aos testes sobre relacionamento e
textos de auto-ajuda, o escândalo da Petrobrás e o impeachment da Presidenta na
“Terra do Nunca”, uma vastidão de assuntos non
sense e cheios de nada, que apenas aumentam o meu tédio. É terça-feira
ainda, mas não mudaria nada se fosse sexta. Tenho trabalho que não quero fazer,
pessoas que preciso ver, abraços que não consigo dar e um dia para preencher,
ainda não tenho ideia de como! E fevereiro está acabando. Eu ia dizer que isto
não faz diferença, mas faz. O passar do tempo sempre faz diferença...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Bem me quer,
Mal me quer,
Bem me quer...
Melhor me quer...
Bem me quer...
Sim, me quer!
Bem, me quer?
Sim, eu quero!
Bem, me quer?
Sim, te quero!
Bem me quer
Para sempre?
Sim, te quero!
Para sempre!
Mas deixe em paz estas florzinhas...
;)
(Priscila M.)
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