Maelström

terça-feira, 3 de março de 2009


Terminei minha leitura de "Perdido de Volta", de Miguel Gullander (e recomendo ;)). Isto significa que, finalmente, tenho algo de interessante para publicar: Maelström!

O Maelström é um grande redemoinho em alto mar, conhecido por sua força destruidora de navios, símbolo do poder das águas e da natureza. Mas o Maelström também possui forte significado místico, como representante do caos da vida, do turbilhão de acontecimentos cujo resultado não se sabe até que acabe o movimento das águas.

Já foi tema de Edgar Allan Poe no conto "Uma descida ao Maelström", onde as personagens presenciam este fenômeno natural e o descrevem como uma das forças mais destruidoras que a natureza criou, capaz de trazer medo aos que o assistem, devido a sua força. No livro de Gullander, as personagens encaram o Maelström de seus interiores, cada um com suas dúvidas morais, seus distúrbios psicológicos, suas angústias, em meio à simbologia das máscaras africanas, das máscaras que todos usamos para disfarçar o que há de mais íntimo em nosso ser. As personagens questionam as próprias ações, sentimentos, totalmente envolvidos na rede de acontecimentos a que chamamos de existência.

A idéia principal é a de que todos nós, um dia, encontraremos o Maelström à nossa frente. Às vezes, cabe a nós a decisão de pular nele ou tentar se salvar ("assinar ou não o contrato"). Nem sempre a salvação é possível. Às vezes, quando percebemos, já estamos no meio dele, sem forças para voltar. Às vezes, não queremos voltar, e o Maelström se torna o caminho para o que há de novo, justamente por não se saber o que há depois.

Leia o contrato antes da descida, mas fique avisado de que ele muda, tal como o vento que forma o imenso e temeroso Maelström.

5 comentários:

Gabriela disse...

um, deve ser uma leitura interessante,e bem metafórica.

Um beijo linda, e obrigada pela visita.

Salve Jorge disse...

Eu rasguei o contrato
Não por falta de tato
Nem por algum talento nato
Apenas porque sempre me arrebata
Pular de cabeça
Que nem fez o pato
Que pataqui patacolá
Mas sem pressa
Afinal não há risco que se messa
Então melhor que desça
E que o mundo estremeça
QUe a gente se salva como dá
E quando chega lá
Tem é muita história pra contar
E isso sim
Isso sim é como voar...

Maria Milesi disse...

Estou tentando me salvar...imagino campos cobertos de flores e um lindo lago ...sereno...sereno...
c tds aqueles q eu amo de mãos dadas...
bj gd!!!!

miguel gullander disse...

EU FALO DO CORAÇÃO DO MAELSTROM. EU QUERIA QUE A MINHA VOZ VIVA VOS CHEGASSE COMO BRISA DUM MAR DO NORTE, TERRA DE MINHA MÃE, E DO SUL, TERRA POR ONDE PERCO OS MEUS PASSOS. PERANTE ONDAS IMENSAS, NAS TERRAS DE ANGOLA, NOS DESERTOS DA NAMÍBIA.

VOCÊS FIZERAM DESTE LUGAR UM JARDIM LINDO. O VOSSO BLOG É MUITO BELO E DELICADO.

OBRIGADO POR CHAMAREM O HOLANDÊS VOADOR!

Silvino Kanzler disse...
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