Sobre erros

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Há coisas que acontecem num determinado tempo, e pertencem a um determinado espaço. Erra-se quando se tenta transportar coisas para tempos e espaços diferentes. Mas deve-se tentar, ou, do contrário, não há como saber se caberiam ou não.

E quando ambos conseguem sobreviver a espaços e tempos diferentes, é porque acertamos.

É mais ou menos como 'escrever': escreve-se tentando manter o controle sobre o que é escrito, mas não há controle.

Eu tentei mudar tempo e espaço... não consegui...
Agora saio e deixo o espaço vazio, esperando que seja novamente preenchido...

6 comentários:

Maria repleta disse...

passei ...e li e tô aqui pensando...tentando mudar muitas vzs o curso da vida só tenho feito algumas besteiras...mas penso tb q deve ser esse o meu traçado...bjs te adoro ler!!!

Fernanda disse...

as vezes acho que o nosso destino é tentam mudar o destino...as vezes também penso que o melhor é viver um dia de cada vez...acho que quando conseguimos organizar essas ideias ai sim,conseguimos chegar ao equilibrio...

Salve Jorge disse...

O preço do meu erro
Muitas vezes é o desterro
Outras tantas, a desilusão
Imprecisa percepção
De que os sonhos se desfazem
Que os brilhos são fulgazes
Que as chuvas são menores que a estiagem
Erros costumazes
Que errar presse aqui é profissão
Os erros saem pelo ladrão
E se acumulam pelo chão
Empoçados num lago imenso
Tudo por eu ser propenso
E teimar que ainda venço
No fim da procissão

Quando isso me desanima
Solapa minha estima
E eu acordo desolado
Achando o mundo insípido
E os cotornos todos quadrados
Desejoso de um mar límpido
Um refúgio para mergulhar
Onde possa me recuperar
Para seguir com a caminhada
Expandir minhas asas sangradas
E mais uma vez cantar
Nas notas destoantes costumeiras
Sobre a profundidade do abismo
Já que sigo sempre pela beira
Me equilibrando nos interstícios
E saboreando cada vício
Que eu rio
E vejo a besteira
De cansar do desafio
Pois descançar é bobeira
Viajar é preciso
O resto é conseqüência
Por isso não tenha clemência
De me atiçar a indolência
Quando eu estiver indeciso
Precisando dançar...

Salve Jorge disse...

Já que escrevi
E foi-te dado
Meu escrito rimado
Fico deveras lisonjeado
Com teu encantamento
Que me colore o momento
Por vir de ti
Querer publicá-lo
Sigamos no embalo
Que o prazer foi meu
Em dá-lo...

Gabriela disse...

realmente , escrever me dava a idéia de poder controlar, ao menos o q sinto, aliviar,mas nem sempre acerto.

Beijos
Ótimo texto.

A que parou para pensar ; disse...

seu texto me fez pensar... é tão ruim não podermos mudar algumas coisas nas nossas vidas.. ;/

 
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