Dos dias e das horas

domingo, 17 de junho de 2012

Ela caminha pela extensa Avenida Paulista, o coração da selva de pedra e seu cartão postal, local de gente descolada, dos engravatados apressados e dos turistas impressionados. Mas ela não se impressiona. A paisagem lhe é comum, as pessoas é que nunca são. Porque, se você reparar bem, elas nunca serão as mesmas, ainda que passem pelo mesmo lugar, à mesma hora todos os dias. Porque, se você perceber, os dias e as horas nunca serão iguais, por mais monótonos que pareçam: um encontrão seguido de um pedido de desculpas no metrô, um mulher de vestido vermelho que irrompe no restaurante na hora do almoço, a hora extra inesperada para estragar o seu descanso. Porque, se você reparar bem, tudo é sempre diferente, assim como a água que corre no rio nunca será a mesma num determinado ponto do percurso.

2 comentários:

silencereports disse...

Mas é o olho de poeta que enxerga que nada é sempre igual :)

Fabriciano Alves disse...

Concordo com o comentário acima, e faço de suas minhas palavras, sempre notamos diferenças, detalhes em tudo, em qualquer momento que seja. Vejo isso como positivo e absolutamente poético também.

Parabéns pelo blog, está excelente.
Beijos.

 
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