E você, o que você lê?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

“A gente conhece a mulher pela revista que ela lê.” Assim começa o artigo do colunista de um dos blogs da Folha.com, Xico Sá, em um artigo muito divertido sobre as revistas femininas. O autor faz uma pequena análise da cada tipo de mulher, conforme a revista que ela lê, e confessa que também as adora. É muito divertido, e aqui vai o trecho inicial. O artigo completo está AQUI

“A gente conhece a mulher pela revista que ela lê. Nessa identidade está guardado todo seu segredo. É só ficar de olho na banca ou na portaria – caso das assinantes - para mapear o mulherio do bairro e do prédio. Mulher-Claudia, mulher-Criativa, mulher-Elle, mulher-Marie Claire.
É só ficar de tocaia e inverter a clássica pergunta freudiana: afinal, o que querem as revistas femininas?
As publicações do gênero muitas vezes nos assustam, amedrontam ou simplesmente nos afrouxam a mais irônica das gargalhadas. Sou viciado nelas. A patroa já não agüenta mais me ver fugindo com os seus almanaques para o banheiro.     
Aprendemos sempre alguns bons truques com estas sábias brochuras. Das balzacas em chamas da “Nova” às minas mais modernas da “Lola” e da TPM –Trip Para Mulheres.
Às vezes nem carece folheá-las, basta uma lida nas manchetes de capa sob o sol da banca.
Fico meio assombrado, por exemplo, quando vejo que descobriram uma nova posição para o sexo. Como se não bastassem as milhares de combinações do Kama Sutra e de todos os outros compêndios.
 Aí estamos falando da mulher-Nova. Confesso um certo medo diante desse tipo de fêmea. Elas têm mais fogo guardado nas entranhas do que todas as personagens de Almodóvar.
O vício das femininas. Chamadas: novos óleos eróticos, novos jogos para esquentar a cama, novos fetiches, vixe!, os mais poderosos cremes antirugas e anticelulites, barriga chapada em 15 dias etc etc.
Mas o que dá preguiça mesmo, só de pensar, são as exigências das novíssimas posições. Daquelas que dão câimbra só de vê o desenhozinho didático, tipo “faça você mesmo”, na página.”

4 comentários:

C. disse...

Oi Pri,

Tô lendo "A Morte Feliz" de Albert Camus, mas nao sou essa "filosofia" toda, até porque o conteúdo exige atenção extrema, e nao quer dizer que nao sou mundana a ponto de gostar de textos mais light.

Acho depende do momento... tem horas que quero mais é que os filósofos e toda va filosofia se exploda! Acho o importante nesse lance todo, é o hábito da leitura.

Eu tenho uma amigona na Alemanha (trabalhávamos juntas em Curitiba) e que vive há 10 anos lá, vou perguntar pra ter certeza se lá também é como na Áustria, a igreja católica enchendo os bolsos com dízimos e sendo mais importante que a própria política.

Eu sou suspeita em falar de Viena, gosto muito daqui, é um "gigante" que aprendi a morar e gostar.

Beijos também!

Loba disse...

ai ai ai... nem vou dizer o que leio! rs... mas eu digo que gosto de Xico Sá em qualquer posição, desta mça aí, a Cris que me trouxe pra cá e do pouco que li aqui!
um beijo e um ótimo domingo.

Miguel disse...

Sou professor e há alguns anos comprei uma banca de jornal próxima à PUC em SP, um sobrinho tomava conta, contudo ia com certa frequência à banca para ver as contas e ficar algum tempo por lá, desde que houvesse disponibilidade de tempo, eu a vendi há alguns anos. Mas voltando ao assunto, conheci essas revistas todas, e principalmente, o perfil de cada mulher que as comprava. As bonitonas que gostavam da "Nova" eram as mais despachadas, muitas casadas, vinham aceleradas qdo as avisava by fone que a revista havia chegado, e o interessante que elas me perguntavam se a edição estava boa, naturalmente qdo a revista não vinha lacrada sempre dava uma espiadinha e já ia respondendo bem cinicamente - "Dona, tá muito boa, esta edição tem umas lições da hora..." Ficava muito vermelho e elas não..rsrs. Foi uma época boa. Beijo querida, logo mais retornaremos.

TanyLe disse...

genial essa perspectiva sobre revistas femininas...
Acho que a limitação e a 'comédia' dos assuntos nesse tipo de revista é o ápice da reportagem, enfatizando, claro, o sexo.

Confesso que ultimamente estou preguiçosa para concluir um livro.
Victor Hugo, Machado de Assis, Gustave Flaubert (entre outros realistas) são meus 'heróis' sabe?

Então é desanimador encontrar livros como Crepúsculo, (cujo protagonista é um vampiro que brilha no sol) nas prateleiras das livrarias...

é isso. Beejo! :D

 
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