Artistas

segunda-feira, 14 de julho de 2014

É incrível como os artistas são imediatamente reconhecíveis. Andando na multidão que transita pela Feira de Artes, o artista se destaca. Não é necessário perguntar quem é, reconhecemos-lhes ao olhar. Talvez o ar de tranquilidade, o olhar sagaz de quem capturou uma cena ou uma expressão peculiar, ou ainda a inquietude que lhes é habitual. Artistas são reconhecíveis e identificáveis. Decifráveis não. Para decifrá-los é preciso muito mais que um primeiro contato despreocupado. Para decifrá-los, talvez seja necessária uma cerveja, ou um bom vinho, regado a um bom papo. ;)


Filosofando

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Estar no mundo é fazer parte do mundo. O mundo não é mundo sem mim, e eu não sou o outro do mundo; eu existo no interior da correlação da qual sou um dos termos: só há mundo para mim, mas eu não sou o mundo; o que parecia nascer de mim me faz nascer (...)"

(Mikel Dufrenne)

Isso é o meu boa noite para vocês! :)


Escrevendo sobre amor

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Eu sempre escrevi sobre o amor. E era sempre um amor puro, de coisas e desejos simples, que não exigiam muito de mim ou dos meus amores. E então eu cresci. Vieram as necessidades, outros olhares, e outro sentido foi dado à palavra amor. Complica-se a coisa. Complico-me em explicações e tentativas de explicações, tudo em vão. Ah, complico os meus amores também, emaranhando-os numa teia infinita de desejos e vontades que nem eu compreendo. As dúvidas também fazem parte. Para escrever sobre amor é preciso tomar cuidado: apaixonados fantasiam e sonham; amantes floreiam e seduzem. Para se escrever sobre o amor é preciso ser amante e ser amado, sem qualquer promessa, sem exigência, sem dores. Dizem que não se escreve sobre o amor sem conhecê-lo. Não acredito. Minhas escritas sobre o amor continham muito mais amor quando eu não sabia o que era.


Jeneci e "O melhor da vida"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Novelas à parte, essa música é linda!


Pátria amada, Brasil!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vai ter dia dos namorados!
e
Vai ter Copa!

Escolham seus lugares! "O que tinha que ser roubado, já foi", como disse a Havelange; os estádios estão ai, feitos às pressas; não tem metrô, não tem ônibus; mas tem bomba e muita gente feliz, vestida de verde-amarelo! Vai ter Copa, galera, só nos resta torcer por bons resultados, em todos os sentidos!

Paisagem XXIX - Casas vazias

sábado, 31 de maio de 2014

O ponto do ônibus fica em frente à casa da senhora com dois cachorros, não tão velhos quanto ela, mas velhos companheiros, percebe-se pela proximidade. A casa é simples, quintal de terra suja. O rosto da senhora é sereno, assim como o dos dois companheiros. Horas depois, muito distante, o ônibus novamente parado em outro ponto da cidade. A casa é grande, bonita e limpa. Tem jardim e janelas bonitas. Gosto de janelas. Mas estão fechadas. Olho bem ao fundo para achar vida, e não encontro nem sinal. Nas casas seguintes, também grandes, tampouco há sinal de vida. Por que não há vida nos casarões, e há tanta vida nas casinhas sujas de quintais de terra?


Espelhos II

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ela se vê novamente parada, frente ao espelho, mas desta vez não vê amor. Seus traços, sua boca e seus olhos, uma fisionomia não de todo desagradável. Mas não vê amor. Conta os cílios como se fossem pétalas de margaridas, cada pêlo um amante, mas todos terminam em mal-me-quer. Não é pessimismo, nem depressão: são os fatos. Ela não vê amor porque não sabe o que é. E quando aparecer? Ela vai saber? Quando o amor aparecer ela não vai se perguntar se há amor. Amor simplesmente é.


Otto me representa!

terça-feira, 20 de maio de 2014

“O que eu vejo é uma politicagem, uma sabotagem em cima desse governo, algo que eu sinto desde o primeiro governo de Lula. Eu morava no alto Leblon quando Lula ganhou. Era só eu e mais dois apartamentos gritando e o resto calado”, disse Otto, que ainda declarou que é impossível andar pelo país e não notar a mudança. “Eu que ando pelo Brasil vejo que a gente nunca teve uma situação melhor. Mas tem pessoas que não aguentam ver o pobre garantir mais coisa”

 

Para Cuba, com amor!

sexta-feira, 9 de maio de 2014


Cuba libre pelo socialismo de Fidel

Enfrenta o monstro capitalista

Na doçura do cosmopolitan sobre a mesa.


(poema feito para o trabalho da faculdade!) 

Das regras de jogo quando não existe jogo

sábado, 3 de maio de 2014

Há poucos dias li uma reportagem bastante compartilhada sobre fatos constatados nos relacionamentos modernos, e com os quais deveríamos aprender a lidar em nossos dias. Entre os non sense, e os razoavelmente aceitáveis (ou inevitáveis) estava um que me chamou a atenção especialmente por ser uma coisa muito ruim: o de não poder mostrar que está apaixonado ou interessado. "Ganha quem demonstrar menor interesse", dizia o texto. Daí o meu espanto! Qual a graça de um relacionamento em que você não pode demonstrar o carinho e o afeto que sente pelo outro? Desde quando existe a competição pelo desinteresse? Se não há interesse, por que estar junto? Se há mais que interesse, por que não se entregar ao outro, o maior interessado?

E o apaixonado que, insanamente, entregar o jogo, os pontos, e mostrar ao outro todo o seu amor, o que acontecerá? Será maltratado pelo vencedor? O glorioso que olhará com superioridade o ser apaixonado que se entregou à humilhação da declaração desmedida? Por que a "modernidade" sugere um jogo em que ambos perdem?

A paixão sem alimento vai morrendo aos poucos. Humilhada, vai definhando, até sumir por completo. "Amor é com amor que se paga", diz o ditado que eu gosto. E nesse jogo de desinteresse eu não tenho o menor interesse!


 
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