Muitas vezes, aquele olhar mais demorado, o aperto de mão mais firme ou o abraço mais apertado são declarações mais concretas que palavras, e é com elas que se constroem os grandes amores...
Das declarações de amor - 3
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
A moça chorava enquanto segurava um buquê de flores
nas mãos, em pé, no trem, às 21h do dia em que principiava a primavera. Nada
mais bonito e significativo, pensava eu. Sempre invejei mulheres com buquês,
imaginando a cena que precedera a entrega, e a declaração de amor implícita nas
pétalas das rosas vermelhas. Vermelho paixão: clichê. Mas aquela moça, naquela
noite, tinha uma tristeza nos olhos, que tentava esconder com a cabeça baixa,
em meio aos cabelos. Percebi também que chorava, meio abafado, disfarçando os
soluços entre as respirações. Sempre imaginei a alegria de receber um buquê,
mas talvez, naquele momento, as flores representassem uma despedida, ou
palavras amargas em um cartão mal escrito, vai saber. Eu sempre invejara
mulheres com buquês, mas naquele dia, olhando pelo reflexo, eu sentia apenas
pena.
Feliz 2016! ;)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Esses dias, após meses de abandono do blog por esta dona ingrata e preguiçosa, recebi a visita de um leitor chamado Alex, que me animou muito, e me encorajou a retomar o blog nestes próximos dias!
Alex, um pouco do abandono se deu por preguiça, mas continuo escrevendo nas folhinhas espalhadas pela minha escrivaninha... obrigada pelo elogio e pela força! O corpo, às vezes, é meio devagar... mas a cabeça não para ;)
Boas festas, galera! We're back soon" ;)
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
O canal Dance Escondida, do Youtube, fez uma entrevista com a equipe do projeto Revista Escrita Pulsante. Clica ae! :D
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
“O amor nunca falha, e a vida não falhará enquanto houver amor”
(Henry Drummond)
Certa vez, numa estação de trem de uma grande cidade turística em
algum lugar do mundo, ouvi um homem esbravejar contra um grupo de turistas
norte-americanos proferindo palavras de ódio contra uma nação e contra todo um
sistema. Seu ódio era escancarado sobre os trilhos da estação, lançado à
queima-roupa sobre a cara das pessoas que mal compreendiam a origem de sua
fúria. Um ser humano acuado, machucado e marcado por uma ideologia extremista
que culpa e condena o outro por seu “suposto” sofrimento.
Também vejo, quase todos os dias,
na internet e na TV, discursos de ódio proferidos contra homossexuais, contando
com ameaças e xingamentos de todos os níveis. Afrontas e ameaças a toda forma
de amor, cumplicidade e compreensão do ser humano. Quisera eu compreender o
ódio crescente nos corações amargurados dos proclamadores do ódio. E,
infelizmente, a legião dos odiadores
apenas cresce.
Odeiam, inclusive, o cabelo Black
das crianças, subjugando-as à ditadura dos cabelos lisos à chapinha, padrões insignificantes e destruidores de toda uma
identidade. Juntamente com o cabelo, poda-se o ideal, a originalidade e a raiz,
que enfraquece, enfraquece, e sucumbe até a total extinção.
Ódio sem fundamento, alimentado
por opiniões diversas e adversas sobre qualquer coisa, mínima que seja. Ódio
propagado e transformado em violência, física e verbal, e que toma espaço
atropelando o bom senso, a dignidade e a vida do próximo.
E assim, aos poucos, a atmosfera
pesada vai tomando lugar na paisagem cotidiana da humanidade, que caminha a
passos largos para o precipício da intolerância e incompreensão, com
tecnologias de ponta e mentalidade de grão de feijão. Uma vez, aquele
carequinha sábio* que faz discursos bonitos disse: “Um covarde é incapaz de
demonstrar amor. Isso é privilégio dos corajosos”. Mal sabe ele que nossas
crianças estão crescendo em meio à covardia, à incompreensão e ao ódio. Ou
talvez ele saiba, mas acredite tão piamente no ser humano, que seu amor, um
dia, contaminará os corações dos que passarem por seu caminho.
Talvez ele acredite na flor feia
de Drummond, que fura o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio**. Eu tenho as minhas
dúvidas, mas vejo, ainda, a flor tímida germinando nas falhas deste asfalto
quente pelo qual caminhamos dia após dia. Diariamente mantenho os olhos fixos,
cuidando para que não a maltratem, afinal, se ela furar o ódio, estaremos
salvos!
*Mahatima Ghandi
**
Poema A flor e a náusea, de Carlos Drummond de AndradeTexto publicado na Revista Escrita Pulsante
sexta-feira, 31 de julho de 2015
A arte expressando a nossa realidade à queima-roupa! As imagens foram retiradas do Facebook, sem autor conhecido!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O corpo estirado no meio-fio me mostra que ainda não sei lidar com a morte. Mesmo consciente de que é o destino final de todo ser vivo, o sangue que escorre pela calçada me choca, e vejo-me no reflexo da janela do ônibus com os olhos lacrimejantes e expressão triste. A "indesejada das gentes", como a chamava Bandeira, não se importa com os anos de experiência, com a vida vivida ou com os filhos que você deixou. Ela cumpre seu papel, estando pronto ou não para a partida. O corpinho estirado no meio-fio não tinha preocupações, não deixou um emprego, nem mesmo filhos. Ainda com a cabeça recostada no vidro da janela, penso, talvez tivera uma vida feliz.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (Guimarães Rosa)
Coragem para levantar todos os dias e trabalhar;
Coragem para lidar com as pessoas;
Coragem para lidar com os relacionamentos;
Coragem para enfrentar os desafios e armadilhas do destino.
Coragem, gente, que julho começa!! :)
PS: Voltamos!!!
Coragem para levantar todos os dias e trabalhar;
Coragem para lidar com as pessoas;
Coragem para lidar com os relacionamentos;
Coragem para enfrentar os desafios e armadilhas do destino.
Coragem, gente, que julho começa!! :)
PS: Voltamos!!!
terça-feira, 30 de junho de 2015
Talvez o mundo tenha se transformado em um grande consultório psiquiátrico, e eu não tenha percebido. Textos de autoajuda proliferam em minha timeline, nos blogues e até nos artigos de jornais.
Preciso de um conselho para aliviar esta dor de coração partido. Preciso aprender a viver. Se eu deixar de dar valor às coisas materiais, vou começar a ser feliz. Viaje. Como é que faz para ser feliz? Passaram-me a receita, como se fosse a de um bolo de forno. Mas você seguiu a receita direitinho? Sim, sim! E não está feliz? Como faz? E esta busca incessante do ser humano por felicidade aumenta a cada dia, hoje ainda mais. Não há regras. Não há muita complicação. Siga o conselho do Buda, aqui, e seja feliz!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Imagem: google imagens
Abriu-se abril
com ares amenos
em cenário hostil
e eu nem percebi que em meu calendário
as páginas saltavam
e o mês quatro
já batia à minha porta
dizendo baixinho,
com voz suave
"vai, menina, não espere que eu também me acabe..."
(Priscila Silva)
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