2º Bilhetinho para o Holandês Voador (Gullander)

domingo, 31 de maio de 2009





Se, algum dia, em meio às tormentas do Maelström, meu
barco for lançado às águas calmas da bela Amsterdam,
espero que tomemos um café juntos, caro Holandês!


Imagem: Amsterdam - André Viegas

9 comentários:

Gabriela disse...

Eu posso tomar um café com vc tb???

bjs

Lorena disse...

Café... gosto da idéia de tomar um café, mas não de tomar o café em si...

beijos

Salve Jorge disse...

Que chegue a vez
Da altivez
Ao sabor do freguês
De aos dois
Juntar-se o três...

Priscila Mondschein disse...

Então que nos juntemos todos para um café!!!
Beijos!

miguel gullander disse...

Se esse café for fervente, negro - e muito muito doce... então bebo mesmo dois.

Acabei de vir do Brasil. Vagueei ruas-de-trás do Rio, subi a Rocinha, e vi o mar de noite no Flamengo enquanto me perdia sem para onde voltar.

Trabalhei no festival Back2Black durante uns dias. Voltei num avião ao calhas, entre outros ao calhas.

Nas calhas do destino.

Mas agora, nesta noite em que se passaram 20 anos de esquecimento dos corajosos jovens da Praça de Tiannamen apetecia-me fazer uma saudação, não com álcool, mas justamente com café bem negro, bem despertante... pois não cessa a necessidade dessa hora de acordar.

Obrigado por esse café...

Back to Black Coffee...

Priscila Mondschein disse...

Brindemos à memória de Tiananmen, Holandês, com café bem forte, bem negro, bem doce, com sabor de liberdade.

A Rocinha, assim como as outras milhares de favelas do Rio, e as milhares de favelas de São Paulo pelas quais passo todos os dias, HOlandês, são o retrato da miséria e da desigualdade que tomam conta do meu país.

Estamos tentando, a cada quatro anos, através de nossas escolhas, mudar essa realidade. Tenho fé que um dia conseguiremos!

Um beijo!

miguel gullander disse...

Uma prece por Tiananmen, após estes vinte anos - e uma libação por todos os nossos santuários de injustiça, Casais-Ventosos, Buracas, Rocinhas, Rinkibis - os Tibetes-de-Trás das nossas sociedades viradas ao avesso, como a Nau Voadora do Holandês. Até que o Nó Infinito do Amor nos salve a todos neste naufrágio. Porque

"... nos ramos das árvores, pássaros selvagens cantam;
Quando o vento sopra gentil, suave dançam as folhas do chorão;
Nos topos de montanhas os macacos saltitam alegres;
E nas verdes pastagens os rebanhos dispersam-se,
Enquanto felizes, os pastores, livres de preocupação,
Cantam melodias divertidas com suas flautas.

Mas pessoas mundanas, ardem com desejo e ambição,
Distraídas pelos compromissos, tornando-se escravas da terra.

Daqui do topo da Resplandecente Rocha da Jóia
Eu, o Yogi, vejo todas as coisas.
Observando-as, eu sei que são passageiras e impermanentes;
Contemplando-as, compreendo que confortos e prazeres
São apenas miragens - reflexos sobre águas instáveis..."

Milarepa


Beijo para ti também

Marcelo Novaes disse...

Priscila,




Belíssimo bilhete poético.



Beijos,






Marcelo.

Priscila Mondschein disse...

Linda prece!

Sei que sua Nau está sempre a navegar pelas águas quentes da África, portanto, até a próxima, Holândes!

Beijo do cais...

 
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