Paris... Ah, Paris!

sábado, 29 de setembro de 2012



Que a “Cidade Luz” é linda, ninguém pode negar, e não é só nos cartões postais, não! Fiz um roteiro de 3 dias e meio, e foi o suficiente apenas para conhecer os pontos mais famosos e ficar com gostinho de quero mais, para algum dia voltar e visitá-la com mais calma!

Não farei um resumo das atrações, porque já existem milhares de sites com roteiros completos e atrações. Vou colocar aqui o que me chamou a atenção na charmosa Paris, tanto em relação às coisas positivas quanto às negativas.

1. Prepare-se para a malhação: Paris não gosta de escadas rolantes, portanto, prepare-se para carregar suas malas pelas milhares de escadas dos metrôs parisienses! E eles gostam muito de escadas, de verdade. As estações de metrô têm muitas conexões, então, para se chegar de uma à outra, devemos subir e descer e subir e descer e subir novamente alguns degrauzinhos! As estações têm catracas com umas portas velhas de metal, e alguns passageiros entram logo após você, discretamente, para não pagar a passagem!

2. Crepes, ah, os crepes! São uma delícia. Coma!

3. Cuidado com os jardins do mal de Versailles: eles acabam com você. Passamos quase um dia inteiro em Versailles, e mais da metade dele foi nos jardins. São gigantes, infinitos, e tem show de águas em determinados horários na fonte maior, próxima ao castelo. Achei Versailles meio bagunçado, meio povão. Estava lotado e os funcionários não se importavam muito em manter a ordem, deixando o povo bem à vontade. Conhecemos uma brasileira que trabalha em uma das salas, muito simpática. Rendeu ótimas fotos e bolhas no pé: é lindo!

4. Louvre no primeiro domingo do mês: NOT. Se você gosta de arte, não vá ao Louvre no primeiro domingo do mês, porque ele é gratuito e vira um inferno. Fila quilométrica para entrar, hall lotado, tudo lotado, corredores cheios de pessoas tirando fotos ao lado dos quadros, gente filmando geral, crianças, galinhas correndo (brincadeirinha), só faltou cachorro! Eles dão um folheto contendo um mapa do museu, e especificando onde estão as principais obras e alas, como, por exemplo, a Monalisa.

5. A Monalisa: nem é tudo isso rsrsrs... brincadeirinha, é que eu achei que o quadro fosse maior. Na verdade, tinha tanta gente tirando foto da Mona, que quase não tinha como vê-la mesmo. Ela esta envolta num vidro, e há uma fita de proteção pra gente não se aproximar muito. Mas considero que posso morrer tranquila agora, pois, como admiradora de pinturas, vi uma das obras mais importantes do mundo!

6. A Torre Eiffel é linda. Mesmo sendo o ápice do clichê, já vale a ida a Paris. E o Arco do Triunfo também, claro. Como Paris tem muita coisa para ser vista/visitada, como catedrais, museus, galerias, ruas, etc, a viagem deve ser muito bem planejada, ou você acaba não aproveitando tanto do que essa cidade maravilhosa pode te proporcionar (como foi um pouco o meu caso ;))!  



Mundo, mundo, vasto mundo... ou melhor, lar, doce lar!

sábado, 22 de setembro de 2012

Estamos de volta, graças a Deus, porque tirar férias e mochilar é bom, mas a volta para casa é sempre um dos momentos mais esperados. E se a viagem foi intensa, então, (muita coisa para ver em pouco tempo) piorou!

Alguns episódios merecem destaque e um textinho mais comprido, como as excentricidades de Paris, por exemplo, que se mostrou totalmente avessa às escadas rolantes (para o meu desespero), e o Museu do Louvre, que foi gratuito no primeiro domingo do mês, para a minha desgraça e decepção. Os Lagos de Lucerna, Suíça, também merecem destaque, na minha tentativa frustrada de fotografar os alpes suíços, mas que proporcionaram fotos lindas da pequena cidade. 

Já a Alemanha, minha conhecida de outros verões, surpreendeu-me desta vez com o seu bom humor e passeios irreverentes, que mais tarde contarei com calma...

Por enquanto, ainda estou no clima de curtir a minha cama, a comida da mamãe e o cachorro...

Welcome back para mim ;)



Au revoir, Brésil!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Malas prontas para as férias, e um dos destinos, desta vez, é a "cidade luz"! 

Esperamos voltar com histórias, boas impressões, ótimas fotos e lindas recordações!

"O pior naufrágio é não partir.” (Amyr Klink)

Das dedicatórias

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Eu te dedico este rascunho amassado pelo tempo, ainda inacabado, com algumas marcas de folheio, feitas pelas idas e vindas das páginas por entre meus dedos, e as folhas em branco que compõem o grande volume ainda a ser encadernado. Porque você me ajudará a escrevê-las...

Arte no corpo!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Por mais que uma sociedade se sinta moderna e "pra frentex", ela ainda olha com desdém, ou com um pouco que seja de preconceito para as pessoas tatuadas. Os religiosos veem como uma violação do corpo, os médicos como uma agressão e o nosso vizinho como marginalização. Eu vejo como arte. 

É assim também que os curadores da exposição "Na pele: grupos que se comunicam e identificam pela tatuagem" as veem. Agora, a história da tatuagem ganha uma exposição em São Paulo, na Galeria Olido, e vai contar a história e as curiosidades sobre esta arte.

Ficha Técnica:
Curadoria: Paulão Tattoo e Ricardo Vidal
Diretor Artístico/Produtor Executivo: Sebastião Braga
Produtora Artística: Jana Dalri e Patricia Martins de Lima
Diretores de Fotografia: Francisco Orlandi Neto e Gustavo Ceratti
Editora: Nina Kopko
Pesquisa/Jornalista: Heitor Flumian
Assessoria de Imprensa: Paula Vianna

Serviço:
Galeria Olido - 16 de agosto a 14 de dezembro
Av. São João, 473 - República São Paulo, 01035-000, Brasil (0xx)11 3331-8399
Horário: De terça a Sábado, das 13h às 20h e domingo, das 13h às 19h
Entrada gratuita

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/galeria_olido/

Refletindo...

domingo, 5 de agosto de 2012

"Eu sou. Mas o que sou tão pouco é (...)

Falta ver, se é que falta, o que serei:
um rosto recomposto antes do fim,
um canto de batráquio, mesmo rouco,
uma vida que corra assim-assim."

                          (José Saramago)

Paisagem XXI - Desencanto em Paraty

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O homem que dirige a carroça conduzida pelo cavalo quebra o encanto da paisagem à beira-mar. O cavalo sangra, mas obedece. O homem não sangra, e muito menos se importa. Parado e pacífico, o cavalo aguarda o homem que lhe tira o peso das costas. Apressado e suado, o homem enrijece os músculos enquanto o cavalo relaxa. Ambos estão cansados, mas o homem não sangra. O que aconteceu com este homem que o deixou insensível à dor do animal, seu ajudante de todos os dias? O cavalo sangra enquanto aguarda a próxima ordem, pois deve obedecer ao seu dono. O homem e seu cavalo quebram o encanto da paisagem à beira-mar, e parece que só eu me importo.

Fotografando o espírito

quinta-feira, 19 de julho de 2012

E se as fotografias pudessem captar o nosso estado de espírito? O designer gráfico e artista espanhol Nacho Ormaechea faz montagens com  pessoas anônimas fotografadas pelas ruas, substituindo suas imagens pelo seu suposto estado de espírito. Nas fotos, vemos imagens ensolaradas em pessoas inseridas num cenário de inverno, e imagens nubladas em pessoas representando um estado de espírito mais taciturno, seja qual for o motivo do fotografado. É preciso sensibilidade e percepção do outro, para se pressupor o estado de espírito de uma pessoa. Às vezes deixamos tudo muito nítido, e o que o artista faz é exteriorizá-lo de uma forma muito criativa!
O artigo original é de Margarete MS, publicado na Obvious!




Mundo, mundo, vasto mundo... Considerações sobre a FLIP, sobre Paraty e sobre pessoas cultas e que se dizem cultas

quarta-feira, 11 de julho de 2012



Você acorda com o sol entrando por entre as frestas da janela da pousada estilo colonial em que está hospedado, toma o seu café da manhã, confere o programa e parte pelas ruas de pedra da histórica Paraty para a primeira palestra do dia. Antes, uma olhadinha rápida no mar que se estende por detrás da tenda gigantesca, que só não é tão grande quanto o azul do mar. Este é o clima da Festa Literária Internacional de Paraty. E, a meu ver, este é o clima ideal para se discutir literatura e arte. E arte é o que não falta: artesanatos indígenas, pinturas, ateliês, autores independentes, declamação de poemas a 1 real, etc. Paraty transforma-se num grande circuito de arte.

Esta foi a décima edição da Festa e a primeira que tive a oportunidade de participar. Presenciar conversas de autores sobre seus livros e temas dos mais variados, desde política até flanêrie e criação de personagens, foi uma experiência muito interessante e importante enquanto um dos instrumentos de trabalho de uma pessoa formada em Letras, a literatura.  

O público também é do mais variado: professores, doutores, economistas, ou, quem sabe, engenheiros e matemáticos, vai saber, a FLIP é democrática. Também entre estes misturam-se os cultos, os poliglotas, ah, e também os barraqueiros e os “cultos” furadores de filas de autógrafo. Também incluem-se os “cultos” que têm casa em Paraty e, portanto, conseguem os melhores lugares nas melhores mesas, mesmo que o assunto não lhe importe nem um pouco, o importante é ter uma casa em Paraty. 


Paraty também fica glamourosa nas jovens que se aventuram com saltos agulha pelas ruas de pedra, nas senhoras elegantemente vestidas para as palestras noturnas, e escuta atentamente um autor que insinua que sua obra e seu sucesso nasceram acidentalmente, e que o mais importante é observar os pássaros (Jonathan Franzen). Ainda bem que autores como Alejandro Zambra, Teju Cole, Ian McEwan e Jennifer Egan elevam o patamar das discussões e mostram, com grande profissionalismo e inteligência, que literatura é feita de estudos, reflexões, background cultural e muitas outras coisas mais importantes que glamour e piadinhas sem graça.


Quer um ótimo roteiro para aproveitar o melhor da FLIP? Acorde cedo, tome um ótimo café da manhã, saia devagar, apreciando a arquitetura de Paraty, assista à primeira palestra. Logo após, procure o mar, e procure a mesa sob a sombra mais convidativa, peça uma cerveja, e beba, em frente ao mar. “O resto é literatura.” *

*Frase de Alejandro Zambra em Bonsai. 

Atrás das cortinas...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Às vezes não basta ficar esperando, é preciso puxar as cortinas e ver o que a vida te reserva... 

Acabei de abrir as minhas. O resultado? Depois eu conto! ;)


 
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